domingo, 20 de março de 2011

a origem da palavra


"Gótico", em primeira estância, significa aos godos, uma confederação de tribos germânicas que invadiu o império romano durante o séc. III d.C. e foram os primeiros povos germânicos a se converterem ao cristianismo. A primeira distorção do adjetivo data da renascença. Os Italianos achavam que a arte clássica, que admiravam e procuravam reviver, fora corrompida na idade média pelos cristãos. Assim sendo, fizeram dos godos seus bodes-espiatório e taxaram pejorativamente toda a arte medieval cristã, de gótica, ampliando assim o sentido da palavra. Até hoje, a arquitetura que tomou o lugar da romântica na construção das igrejas e catedrais européias (caracterizada pelas altas ogivas, vitrais religiosos e gárgulas) é denominada como gótica. A pintura de manuscritos desta época, assim como suas letras, ricamente detalhadas, receberam o mesmo rótulo. Obras literárias também carregaram o rótulo. Em 1764, o escritor inglês Horace Walpole publicou "The Castle of Otranto". Com forte influência de Milton e das novelas de horror (grande parte delas eram copias vulgares de Macbeth, tragédia de romântica Shakespeare), o livro foi considerado a primeira novela gótica. Estas novelas eram vistas como uma subdivisão das novelas de horror, que se diferenciava por seu mistério (a morbidez e o horror melancólico substituíram o medo físico). O sobrenatural era largamente explorado e elas eram assim chamadas porque geralmente eram ambientadas em casarões ou castelos medievais (neste caso, o estilo poderia ter qualquer outro nome, e agora, pela segunda vez distorcido, já não continha mais nada do seu significado original). 

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